Cuide do meio ambiente

Meio ambiente, segundo o dicionário Míni Aurélio, significa o conjunto de condições e influências naturais que cercam um ser vivo ou uma comunidade, e que agem sobre ele(s). Assim, o meio ambiente envolve não somente plantas, animais e paisagens bonitos; mas todos os seres vivos e os ambientes em que eles vivem.

Considerando o que foi dito, e sabendo da relação existente entre todos os seres vivos e não vivos, é importante respeitar o meio ambiente.

Algumas dicas:

– Evitar o consumo exagerado, ou seja: não usar ou desperdiçar aquilo que não é necessário. Em primeiro lugar, porque tudo o que consumimos, de forma direta ou indireta, vem de recursos da natureza, e alguns não se renovam. Em segundo lugar, porque o consumo produz lixo e, como sabemos, alguns materiais demoram para se decompor.

Mais sério ainda é o desperdício de alimentos, jogados fora ao mesmo tempo em que inúmeras pessoas morrem de fome. Tal tipo de lixo forma uma substância líquida chamada chorume, que pode penetrar na água subterrânea, contaminando-a. Além disso, por se tratar de restos de comida, esse material atrai animais que podem provocar doenças, como ratos e baratas. Considerando que muitas pessoas têm contato direto com o lixo, o resultado não é nada legal.

Evitar o desperdício é uma forma de cuidar do meio ambiente.
Evitar o desperdício é uma forma de cuidar do meio ambiente.

Desligar o chuveiro enquanto ensaboa o corpo, e a torneira da pia enquanto escova os dentes; e apagar a luz ao sair de um cômodo; também são excelentes atitudes.

– Reaproveitar materiais. Isso porque, como foi dito, tudo o que consumimos utiliza recursos da natureza. Assim, ao invés de comprar algo novo, reutilizando o que temos, estamos poupando o meio ambiente.

Você enjoou daquele brinquedo que ainda está em boas condições de uso? Que tal trocar com seu colega, por outro, ao invés de comprar algo novo? Quanto ao papel de desenho, não seria bacana utilizar os dois lados da folha, antes de pegar uma nova?

Reaproveitar é outra forma de cuidar do meio ambiente.
Reaproveitar é outra forma de cuidar do meio ambiente.

– Direcionar o lixo de forma correta. Você já viu o quanto fica feio o local em que estamos, quando ele está cheio de lixo? Pois é, além de atrapalhar o visual, o lixo lançado em lugar incorreto pode provocar diversos problemas, além dos que foram apontados no item anterior: o entupimento de bueiros, por exemplo. Tal fato faz com que, durante as chuvas, a água não escoe direito. O resultado? Inundações, transbordamento de rios (inclusive os poluídos), doenças, etc.

– Depois de considerar isso tudo, reciclar. Reciclar é um gesto muito legal que uma pessoa pode fazer pelo meio ambiente. No entanto, para reciclar materiais, as indústrias também precisam de muita matéria-prima da natureza. Assim sendo, é importante, primeiramente, evitar o consumo exagerado e o desperdício e reaproveitar o que podemos para, depois, considerar a reciclagem.

Para que um material seja reciclado, é bom que ele seja separado em local adequado. Na sua casa, por exemplo, você pode reservar um cantinho para separar o papel; e reaproveitar uma caixa de papelão para separar os outros materiais recicláveis, como plástico, vidro e alumínio (lavados, para impedir a proliferação de animais transmissores de doenças). Depois disso, tais materiais podem ser doados a um catador, alguma instituição beneficente ou, caso sua cidade tenha, ao serviço de reciclagem local. Entregar para catadores é uma alternativa legal porque permite que tais pessoas deixem de trabalhar nos lixões, tendo uma vida um pouco mais digna, já que não estarão mais expostas a um grande número de doenças e possibilidades de acidentes.

Curiosidade:

Você sabia que conservação e preservação são expressões diferentes?

– Preservar significa deixar um local intocável, sem muitas alterações.

– Conservar significa utilizar o que temos, mas de forma racional, dando tempo para a natureza se recompor.

Cuidar do meio ambiente, tal como conversamos neste texto, está mais relacionado a conservar. Isso porque, como falamos, o consumo requer o uso da natureza e, desta forma, não há como deixá-la intocável.

Nesse contexto, surgiu uma expressão: desenvolvimento sustentável, que significa a utilização dos recursos naturais sem comprometer quem vive hoje, nem as próximas gerações de seres vivos que habitarão nosso planeta Terra.

 

Fonte: http://escolakids.uol.com.br/como-cuidar-do-meio-ambiente.htm

Coleta Seletiva

O que é coleta seletiva?

Coleta seletiva é a coleta diferenciada de resíduos que foram previamente separados segundo a sua constituição ou composição. Ou seja, resíduos com características similares são selecionados pelo gerador (que pode ser o cidadão, uma empresa ou outra instituição) e disponibilizados para a coleta separadamente.

De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, a implantação da coleta seletiva é obrigação dos municípios e metas referentes à coleta seletiva fazem parte do conteúdo mínimo que deve constar nos planos de gestão integrada de resíduos sólidos dos municípios.

Por que separar os resíduos sólidos urbanos?

Cada tipo de resíduo tem um processo próprio de reciclagem. Na medida em que vários tipos de resíduos sólidos são misturados, sua reciclagem se torna mais cara ou mesmo inviável, pela dificuldade de separá-los de acordo com sua constituição ou composição. O processo industrial de reciclagem de uma lata de alumínio, por exemplo, é diferente da reciclagem de uma caixa de papelão.

Latas de alumínio enfardadas (cooperativa de catadores em Belo Horizonte) Papelão sendo prensado (cooperativa de catadores em Belo Horizonte)
Fardos de latas em uma cooperativa
de catadores (Belo Horizonte/MG)
Papelão sendo prensado em cooperativa
de catadores (Belo Horizonte/MG)

Por este motivo, a Política Nacional de Resíduos Sólidos estabeleceu que a coleta seletiva nos municípios brasileiros deve permitir, no mínimo, a segregação entre resíduos recicláveis secos e rejeitos. Os resíduos recicláveis secos são compostos, principalmente, por metais (como aço e alumínio), papel, papelão, tetrapak, diferentes tipos de plásticos e vidro. Já os rejeitos, que são os resíduos não recicláveis, são compostos principalmente por resíduos de banheiros (fraldas, absorventes, cotonetes…) e outros resíduos de limpeza.

Há, no entanto, uma outra parte importante dos resíduos que são os resíduos orgânicos, que consistem em restos de alimentos e resíduos de jardim (folhas secas, podas…). É importante que os resíduos orgânicos não sejam misturados com outros tipos de resíduos, para que não prejudiquem a reciclagem dos resíduos secos e para que os resíduos orgânicos possam ser reciclados e transformados em adubo de forma segura em processos simples como a compostagem. Por este motivo, alguns estabelecimentos e municípios tem adotado a separação dos resíduos em três frações: recicláveis secos, resíduos orgânicos e rejeitos.

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Coleta seletiva em 3 frações em um camping (Florianópolis/SC)

Quando esta coleta mínima existe, os resíduos recicláveis secos coletados são geralmente transportados para centrais ou galpões de triagem de resíduos, onde os resíduos são separados de acordo com sua composição e posteriormente vendidos para a indústria de reciclagem. Os resíduos orgânicos são tratados para geração de adubo orgânico e os rejeitos são enviados para aterros sanitários.

Como funciona a coleta seletiva?

As formas mais comuns de coleta seletiva hoje existentes no Brasil são a coleta porta-a-porta e a coleta por Pontos de Entrega Voluntária (PEVs). A coleta porta-a-porta pode ser realizada tanto pelo prestador do serviço público de limpeza e manejo dos resíduos sólidos (público ou privado) quanto por associações ou cooperativas de catadores de materiais recicláveis. É o tipo de coleta em que um caminhão ou outro veículo passa em frente às residências e comércios recolhendo os resíduos que foram separados pela população.

Já os pontos de entrega voluntária consistem em locais situados estrategicamente próximos de um conjunto de residências ou instituições para entrega dos resíduos segregados e posterior coleta pelo poder público.

Qual a diferença entre Coleta Seletiva e Logística Reversa?

A logística reversa é a obrigação dos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de determinados tipos de produtos (como pneus, pilhas e baterias, lâmpadas fluorescentes…) de estruturar sistemas que retornem estes produtos ao setor empresarial, para que sejam reinseridos no ciclo produtivo ou para outra destinação ambientalmente adequada.

Enquanto a coleta seletiva é uma obrigação dos titulares dos serviços de manejo de resíduos sólidos (poder público), a logística reversa é uma obrigação principalmente do setor empresarial pois, em geral, tratam-se de resíduos perigosos.

Em novembro de 2015, o Governo Federal assinou com representantes do setor empresarial e dos catadores de materiais recicláveis o acordo setorial para a logística reversa de embalagens em geral. Este é um acordo no qual o setor empresarial responsável pela produção, distribuição e comercialização de embalagens de papel e papelão, plástico, alumínio, aço, vidro, ou ainda pela combinação destes materiais assumiu o compromisso nacional de cumprir metas anuais progressivas de reciclagem destas embalagens.

Em sua fase inicial de implantação (24 meses) esse sistema priorizará o apoio a cooperativas de catadores de materiais recicláveis e a instalação de pontos de entrega voluntaria de embalagens em grandes lojas do comércio. O sistema também traz a possibilidade de integração com a coleta seletiva municipal, nesses casos devem ser feitos acordos específicos entre o setor empresarial e os serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos dentro da área de abrangência do acordo setorial e os operadores do sistema de logística reversa.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente

Alimentação Saudável

Regras para uma Alimentação Saudável

 
Fazer uma alimentação saudável e manter-se fisicamente activo, são dois factores vitais para a saúde e o bem-estar.
Regras para uma alimentação saudável

A alimentação tem um papel fundamental na nossa qualidade de vida, sendo muito importante adotar uma dieta saudável e adequada ao nosso estilo de vida.

O consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras saturadas, sódio e açúcares pode provocar problemas de saúde. Contudo, lembre-se: não há alimentos maus, apenas má alimentação. Não é necessário deixar de comer determinados alimentos para ter uma alimentação saudável, apenas fazer a combinação certa de alimentos, na quantidade adequada, e adotar algumas regras no seu dia a dia.

Para uma alimentação saudável e equilibrada, recomenda-se a ingestão de diversos tipos de alimentos todos os dias, incluindo:

  • 5 porções de fruta ou vegetais
  • 2-3 porções de leite, queijo ou iogurte
  • 2 porções de alimentos ricos em proteínas como peixe, carne, leguminosas ou ovos.
  • 5-6 porções de hidratos de carbono: pão, massa, cereais, arroz, trigo.

Dicas e regras para ter uma alimentação mais saudável

Adote algumas regras para tornar a sua alimentação diária mais saudável. Pequenas alterações na sua rotina diária e nos seus hábitos alimentares podem fazer toda a diferença e melhorar significativamente o seu bem-estar.

Aqui ficam algumas dicas e regras para uma alimentação saudável:

1. Tome o pequeno-almoço

Uma alimentação saudável começa sempre por um pequeno saudável e equilibrado. A primeira refeição do dia é essencial para carregar energias e deve fornecer uma boa parte de nutrientes para o organismo.

Um pequeno-almoço saudável deve incluir cereais, leite meio gordo ou magro e fruta. Estes alimentos proporcionam nutrientes valiosos, ajudando a prevenir a vontade de ingerir snacks pouco saudáveis a meio da manhã.

2. Faça 4 a 5 refeições por dia

É muito importante fazer refeições ligeiras ao longo do dia, não passando longos períodos de tempo sem comer. Não ficar mais do que 3h/3h30 sem comer durante o dia é uma das principais regras para uma alimentação saudável.

Fazer pequenos lanches com fruta, iogurte, batidos com leite meio gordo, algumas nozes ou sementes de girassol, podem ser valiosos contributos para o aporte de nutrientes, energia e fibra. Para além disso, é ainda uma forma de evitar comer demais à hora das refeições.

3. Consuma 5 porções de fruta e hortícolas por dia

Estabeleça o objetivo de ingerir pelo menos 5 porções de fruta e vegetais todos os dias. Coma, por exemplo, 3 peças de fruta por dia, mais 2 porções de hortícolas, que podem estar incluídas na sopa ou como acompanhamento da refeição. Facilite preparando batidos de fruta, sopas de hortaliça e/ou escolhendo fruta como lanche.

4. Inclua sopa no início das refeições

Devido ao alto teor de vegetais, a sopa fornece uma grande quantidade de vitaminas e minerais. O consumo de sopa não só tem efeitos benéficos nos níveis sanguíneos de colesterol e na glicémia, como ajuda a regular o trânsito intestinal.

Para além disso, quando ingerida no início das refeições, a sopa tem um efeito saciante, contribuindo para ajudar a controlar o apetite e levando a que se coma menos nos pratos seguintes.

5. Hidrate-se

A ingestão de líquidos, na quantidade adequada, é uma das mais importantes regras para uma alimentação saudável. Os líquidos, e em especial a água, devem ser consumidos ao longo do dia, de forma a hidratar o organismo.

Beba pelo menos 6-8 copos de líquidos por dia e tente que pelo menos 3-4 sejam de água. A quantidade recomendada de água por dia é de 1,5 a 3 litros.

Uma boa hidratação previne o cansaço e a fadiga, ajuda a eliminar toxinas, mantém as células saudáveis e melhora a aparência e a textura da pele. A água ajuda ainda a transportar algumas vitaminas hidrossolúveis como a vitamina B1, B2, B6, B12 e a vitamina C.

6. Consuma peixe e carnes brancas

O peixe e a carne são importantes fontes de proteínas, devendo ser incluídos na sua alimentação diária.

O peixe é rico em ácidos gordos ómega 3, importantes para a manutenção dos níveis de colesterol no sangue e para o normal funcionamento do coração.

A carne, por sua vez, é uma boa fonte de proteínas, ferro e outros nutrientes. Contudo, quando comer carne, remova a gordura visível e reduza o consumo de produtos com elevado teor de gordura, como salsichas, hambúrgueres e chouriço. Opte antes por carnes brancas, tais como peru, frango e coelho.

7. Reduza o açúcar

Os alimentos com uma grande quantidade de açúcar refinado resultam de processos químicos na sua produção e possuem altíssimo índice de glicose, o que aumenta os índices de glicemia do corpo.

Reduza a quantidade de açúcar que ingere diariamente, adotando este hábito como uma regra para uma alimentação saudável.

8. Prefira alimentos com pouca gordura e reduza a gordura na preparação dos alimentos

Reduza a quantidade de gordura na sua dieta. Escolha alternativas com menos gordura e sempre que possível prefira grelhados em vez de fritos.

Na confeção dos alimentos, dê sempre preferência ao azeite. Este é um alimento rico em gordura mono insaturada. Substituir gorduras saturadas por gorduras insaturadas na alimentação contribui para a manutenção de níveis normais de colesterol no sangue.

9. Reduza o sal

Limite o sal na sua dieta para menos de 6g por dia (2.4g sódio). Reduza a quantidade de sal usada nos cozinhados, substituindo-o por ervas aromáticas.

Diminua também o consumo de snacks salgados e verifique a quantidade de sal em alimentos pré-confeccionados (1g de sal = 0.4g de sódio).

10. Escolha alimentos ricos em fibra

Os alimentos integrais proporcionam maior saciedade e contêm mais vitaminas, sais minerais e fibra, que as variedades refinadas.

Os cereais, o pão, a massa e o arroz integrais, bem como as leguminosas e os produtos hortícolas são importantes fontes de fibra e devem ser incluídos na alimentação diária.

11. Procure alimentos naturais

Siga uma alimentação o mais natural possível e tente evitar refeições com produtos industrializados, que possuem altas quantidades de sódio e podem, a longo prazo, comprometer a manutenção da qualidade de vida.

12. Tenha atenção ao tamanho das porções

As porções maiores encorajam-nos a comer mais, quando geralmente não precisamos do excesso de calorias. Tenha particular atenção a este facto quando come fora, evitando sempre comer mais do que o necessário.

13. Saboreie o que come

Experimente a velha máxima: ‘saboreie o que come e coma o que lhe dá prazer, e quando parar de sentir prazer, pare de comer’. Muitas vezes comemos por hábito, e não saboreamos os alimentos que ingerimos. Quando saboreamos realmente o que comemos podemos descobrir que gostamos do que não sabíamos ou, ao contrário, que não gostamos de facto daquilo que pensávamos gostar. Saborear realmente a comida que ingerimos torna mais fácil preferir alimentos apropriados e quantidades adequadas, e abandonar os alimentos desadequados ou não aconselháveis.